O Podemos em Mato Grosso, sob a condução do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, e do deputado Beto Dois a Um, oficializou uma estratégia eleitoral robusta que visa a hegemonia no Legislativo estadual em 2026. A meta interna da sigla é garantir cinco cadeiras na Assembleia Legislativa (ALMT), o que tornaria o partido a maior bancada da Casa. Esse crescimento é sustentado por uma intensa movimentação de filiações, atraindo prefeitos e lideranças de diversas regiões do estado, o que confere ao partido uma capilaridade necessária para atingir o elevado quociente eleitoral exigido para a projeção pretendida.
Embora o otimismo prevaleça na cúpula partidária, o cenário interno revela uma disputa de alto nível técnico e político. Com as candidaturas de Max Russi e Beto Dois a Um vistas como consolidadas, a concorrência pelas três vagas remanescentes dentro da projeção partidária envolve um grupo de aproximadamente dez nomes considerados competitivos. Entre os postulantes estão ex-parlamentares e gestores municipais com histórico significativo de votação, o que aumenta o peso da chapa, mas também exige uma coordenação minuciosa para evitar que a fragmentação de votos comprometa a meta final de eleger o quinteto.
A movimentação do Podemos é analisada como um passo estratégico para o fortalecimento da legenda no tabuleiro majoritário mato-grossense. Ao estruturar uma chapa com grande potencial de votos, Max Russi posiciona o partido como um interlocutor central nas articulações para as composições de governo e Senado. O sucesso deste planejamento dependerá da capacidade de cada candidato em converter o capital político regional em votos efetivos para a legenda, garantindo que o partido não apenas cresça em número de representantes, mas se consolide como o fiel da balança no cenário político do estado a partir de 2026.
