O senador Jayme Campos (União-MT) resolveu subir o tom e deixar claro que não pretende ser apenas um espectador nas eleições de 2026. Durante sua passagem pela Exponorte, em Sinop, o “cacique” de Várzea Grande reafirmou sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso, destacando que sua trajetória é pautada pela decência. Em um recado direto aos navegantes — e talvez a alguns aliados e opositores — Jayme fez questão de enfatizar que não carrega “uma mancha sequer” em sua vida pública e que nunca foi alvo de operações policiais, posicionando-se como a opção de experiência e ficha limpa para o Palácio Paiaguás.

Relembrando seus tempos de governador no início da década de 90, Jayme resgatou obras históricas de infraestrutura, como o Linhão de Nobres, para provar que conhece os atalhos do desenvolvimento do Nortão. No entanto, o discurso não ficou apenas no asfalto e na energia; o senador adotou um viés social mais agressivo, criticando o contraste entre a pujança do agronegócio e a realidade da miséria. Para ele, não faz sentido o estado ser o campeão nacional da soja e do milho enquanto 500 mil pessoas ainda vivem em situação de vulnerabilidade, sinalizando que seu projeto terá o foco na distribuição da riqueza produzida no campo.

Além das movimentações de bastidor para a convenção partidária, o parlamentar aproveitou o palco do agronegócio para tratar de pautas urgentes, como o seguro rural e a renegociação de dívidas dos produtores. Com a autoridade de quem já sentou na cadeira de governador, Jayme Campos deu o aviso: está pronto, motivado e com as bases do projeto definidas. Se alguém achava que o senador estava pronto para a aposentadoria, Sinop serviu para mostrar que ele pretende é ditar o ritmo da corrida sucessória em Mato Grosso.