O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, manifestou sua forte oposição ao atual modelo de distribuição de emendas parlamentares, classificando o mecanismo como uma verdadeira deformação do sistema republicano brasileiro. Durante seu posicionamento, Pivetta argumentou que a execução orçamentária deveria ser uma prerrogativa técnica e exclusiva do Poder Executivo, que detém a visão macro das necessidades do estado. Para o vice-governador, o avanço do Legislativo sobre o orçamento fragmenta os recursos públicos, impedindo a realização de projetos estruturantes de longo prazo em favor de repasses pontuais que, muitas vezes, servem apenas como moeda de troca política ou para satisfazer redutos eleitorais específicos.
Aprofundando a crítica, Otaviano Pivetta destacou que essa “invasão” parlamentar compromete a eficiência da gestão e retira do governador a capacidade de planejar o desenvolvimento regional de forma equilibrada. Ele defende que o papel dos deputados deve se restringir à fiscalização e à elaboração de leis, e não à gestão direta de verbas que deveriam estar sob o guarda-chuva de um plano de governo coeso. A fala de Pivetta ecoa um descontentamento com o aumento exponencial do poder financeiro das assembleias e do congresso, reforçando que, enquanto o orçamento for retalhado por interesses individuais, o Estado perderá sua força para entregar infraestrutura e serviços de qualidade que beneficiem o coletivo de forma estratégica e transparente.
