O ex-prefeito de Rondonópolis e deputado federal Adilton Sachetti não poupou palavras ao analisar a movimentação de políticos que buscam novas legendas apenas por conveniência eleitoral, comparando a prática ao comportamento de corvos sobre a carniça. Sachetti manifestou sua indignação com a falta de fidelidade ideológica e programática, afirmando que o oportunismo tem se sobreposto aos projetos de longo prazo para o estado e para o país. Para ele, essa “dança das cadeiras” desidrata a confiança do eleitor e transforma as agremiações em meros balcões de negócios, onde o objetivo principal é a sobrevivência no poder a qualquer custo, ignorando os princípios que deveriam nortear a vida pública.
A crítica de Adilton Sachetti atinge diretamente aqueles que abandonam suas bases e convicções em troca de espaços em siglas mais robustas ou com maior fundo partidário. O ex-senador defende que a política brasileira vive um momento de degradação ética, onde a busca por estrutura e tempo de TV atropela o debate de ideias e a coerência partidária. Segundo ele, enquanto o sistema permitir que essas migrações ocorram sem punições severas ou sem um compromisso real com o estatuto das legendas, o eleitor continuará assistindo a um espetáculo de interesses pessoais que pouco contribui para o fortalecimento das instituições e para a resolução dos problemas estruturais que afetam a sociedade.
