O cerco se fechou para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e uma ala influente da política nacional. Ex-dirigentes do INSS, que vinham negociando os termos de uma colaboração premiada com a Polícia Federal, finalmente bateram o martelo e começaram a “entregar” o que sabem sobre o submundo das fraudes e do lobby no órgão. No centro do furacão, as novas revelações apontam para uma suposta mesada de R$ 300 mil paga a Lulinha por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de indícios de uma sociedade oculta em um negócio bilionário envolvendo o mercado de cannabis medicinal.
O material em mãos dos investigadores é explosivo: mensagens de WhatsApp, áudios e documentos apreendidos sugerem que Lulinha seria sócio oculto da World Cannabis, empresa que planejava fornecer insumos ao Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação, liderada pela PF e acompanhada de perto pela coluna de Andreza Matais, aponta que o “lobby” não se limitava ao setor de saúde, estendendo-se por diversas áreas da administração pública onde o “Careca” operava livremente, supostamente usando o nome e a influência do filho do presidente para abrir portas e garantir contratos.
Enquanto a CPMI do INSS no Congresso Nacional vive momentos de tensão e tentativas de blindagem por parte de aliados do governo, as delações dos ex-dirigentes trazem nomes de outros políticos que teriam se beneficiado do esquema de “caixinha” nas intermediações de consignados para aposentados. O desfecho dessas colaborações pode representar um dos maiores escândalos de corrupção do terceiro mandato de Lula, atingindo o coração do núcleo familiar e político do Planalto. A defesa de Lulinha nega as acusações, alegando que as relações eram estritamente comerciais e lícitas, mas o avanço das investigações na Justiça Federal sugere que o “acerto de contas” está apenas começando.
