Para quem mora nas áreas baixas de Rondonópolis, o sono anda leve e com um olho no céu e outro na régua do Rio Vermelho. Com as chuvas que não dão trégua neste mês de fevereiro, a Defesa Civil do município decidiu reforçar o monitoramento da calha do rio, que já apresenta um volume capaz de preocupar até o mais otimista dos ribeirinhos. O objetivo é evitar que a água chegue de surpresa e faça uma “visita” indesejada dentro das salas de estar.

As equipes estão em campo verificando os pontos críticos, especialmente nos bairros onde a inundação já é uma velha conhecida da vizinhança. Segundo os agentes, o nível do rio está sendo medido constantemente, e o plano de contingência já foi tirado da gaveta para garantir agilidade caso o transbordamento se torne inevitável. A orientação para quem vive nessas zonas de risco é clara: aos primeiros sinais de subida repentina, é melhor não esperar o pior e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a própria Defesa Civil.

Enquanto a natureza faz o seu trabalho, a prefeitura reforça o pedido para que a população colabore evitando o descarte de lixo em encostas e bueiros, prática que costuma “dar uma mãozinha” para as enchentes urbanas. Para quem vive no limite das águas, o aviso foi dado: a vigilância é contínua, mas a prudência deve ser a regra número um antes que o Rio Vermelho resolva reivindicar o seu espaço de forma mais agressiva.