Eduardo Botelho (União) resolveu dar uma aula de desapego partidário ao defender, com unhas e dentes, a permanência de Janaina Riva (MDB) no grupo governista. O presidente da ALMT foi além e já admitiu que seu apoio à “leoa” para o Senado independe de legenda. Pelo visto, no xadrez de 2026, Botelho prefere uma aliada forte em outro ninho do que uma adversária perigosa no campo de batalha.

A movimentação é o puro suco do bastidor mato-grossense. Ao ignorar as fronteiras do União Brasil, Botelho tenta blindar a união do grupo em torno de Mauro Mendes e Pivetta, evitando que Janaina vire o “ponto de ignição” de uma debandada. Para quem achava que a fidelidade partidária era regra, Botelho mostrou que, quando o assunto é sobrevivência e poder, o que vale é a conveniência — e Janaina é um trunfo valioso demais para ser deixado de lado por causa de uma sigla no papel.