Em uma medida que une a urgência da reconstrução civil com a política de reintegração social, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou que presos do regime semiaberto serão mobilizados para atuar nas obras de recuperação das escolas e prédios públicos destruídos pelo recente tornado no interior do estado. A medida visa acelerar o retorno à normalidade na cidade de Rio Bonito do Iguaçu, o município mais atingido pela catástrofe climática, que teve cerca de 90% de suas estruturas comprometidas.

A decisão foi articulada entre a Secretaria de Segurança Pública e a Justiça Estadual, e o projeto utilizará a mão de obra carcerária para reconstruir especificamente as escolas e os centros municipais de esporte e lazer. Segundo o governo, a inclusão dos presos no trabalho é estratégica para otimizar os recursos do pacote de R$ 53 milhões destinados à reconstrução e para garantir que as aulas sejam retomadas o mais rapidamente possível. O trabalho não será realizado de forma gratuita; os detentos contratados receberão remuneração por dia trabalhado, e, conforme a Lei de Execução Penal (LEP), terão direito à remição de pena, onde a cada três dias trabalhados, um dia é reduzido da sua sentença.

A iniciativa de Ratinho Junior segue a tendência de outros estados de utilizar a população carcerária para trabalhos de utilidade pública. Além de oferecer uma resposta rápida à crise de infraestrutura, o governo defende que o projeto cumpre um papel social, dando aos presos a oportunidade de ressocialização e de reparação para com a comunidade que foi afetada pela tragédia. A Defesa Civil do Paraná será responsável por monitorar o projeto, garantindo a logística e a segurança dos detentos e dos canteiros de obras.