A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (5 de novembro de 2025) uma nova fase da Operação AGLOE, visando desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada em fraudes financeiras que causou um rombo estimado em R$ 45 milhões à Caixa Econômica Federal (CEF). A ação mobilizou dezenas de agentes e cumpriu mandados em Cuiabá e em outros três estados do país, com destaque para a prisão de um indivíduo central, conhecido no meio criminal como o “Professor de Fraudes”.

A investigação da PF aponta que a quadrilha utilizava um esquema complexo para desviar recursos de contas da Caixa, aproveitando-se de vulnerabilidades e da cooperação de intermediários. Os criminosos atuavam com foco em valores de alto volume, demonstrando um conhecimento aprofundado dos sistemas bancários e das táticas de lavagem de dinheiro.

O ponto alto da Operação AGLOE em Mato Grosso foi a prisão do principal mentor intelectual do esquema, residente em Cuiabá. O suspeito ganhou o apelido de “Professor de Fraudes” devido à sua alta capacidade técnica para arquitetar os golpes, treinar cooptados e coordenar a movimentação dos valores ilícitos.

A Polícia Federal não detalhou de imediato o modus operandi específico da fraude, mas confirmou que os valores eram desviados das contas da CEF e rapidamente pulverizados em diversas contas de “laranjas” e empresas de fachada para dificultar o rastreamento, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro.

Além de Mato Grosso, a Operação AGLOE cumpriu mandados em pelo menos mais três estados. Os mandados, expedidos pela Justiça Federal, incluíram prisões preventivas, buscas e apreensões de documentos, equipamentos eletrônicos e veículos de luxo adquiridos com o dinheiro desviado.

O objetivo da PF é não apenas prender os executores e líderes, mas principalmente descapitalizar a organização criminosa, bloqueando contas bancárias e sequestrando bens.

A Polícia Federal informou que os investigados devem responder por crimes de estelionato qualificado, furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar décadas de reclusão. As investigações continuam para determinar a extensão total do prejuízo e identificar eventuais funcionários da própria CEF que possam ter facilitado as ações da quadrilha.