O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e vice-presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Beber, criticou publicamente o posicionamento contrário do presidente da França, Emmanuel Macron, ao projeto da Ferrogrão.

Beber considera que a oposição de Macron e de outros países é motivada pelo desconhecimento da realidade logística brasileira e uma tentativa de barrar a competitividade econômica do Brasil no mercado global.

“Essa ferrovia diminuiria a emissão de 3,4 milhões de toneladas de carbono por ano, economizaria R$ 8 bilhões com frete e, a maior parte do traçado dela é na área de domínio da BR-163. O impacto é positivo, mas esses países com narrativas tentam barrar algo que é tão benéfico para a nossa população”, destacou Beber durante entrevista ao Podcast Agro de Primeira.

A Ferrogrão é uma ferrovia de mais de 900 quilômetros que visa interligar o município de Sinop, em Mato Grosso, ao Porto de Miritituba, no Pará, com um investimento estimado em R$ 12 bilhões.

O projeto é atualmente questionado por especialistas ambientais e organizações da sociedade civil por passar por terras indígenas e comunidades ribeirinhas. Em março do ano passado, o Cacique Raoni Metuktire solicitou o veto ao projeto, em encontro com Macron e o presidente Lula.

Na última semana, o julgamento da legalidade do projeto no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo, sem data para ser retomado.