Os bastidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) estão fervendo com a confirmação de um movimento que promete implodir os planos de concorrência e redesenhar completamente o tabuleiro eleitoral do estado. O lançamento da pré-candidatura de Gislaine Yamashita à Câmara Federal, realizado em Primavera do Leste, serviu de cenário para um encontro que passou longe de ser mera coincidência ou cortesia protocolar. O verdadeiro burburinho da noite ficou por conta da sintonia fina e da proximidade escancarada entre o deputado estadual Max Russi (Podemos) e o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo do Estado. Nos corredores do parlamento, o comentário unânime é que o namoro político entre as duas lideranças avançou a passos largos e está prestes a virar um casamento de papel passado.
A aliança que ganha musculatura pública não surge do nada, já que Max sempre contou com o apoio de bastidor e a interlocução qualificada de Wellington em momentos decisivos de sua trajetória. Agora, impulsionada pelo crescimento robusto e pela vantagem do senador nas últimas pesquisas de intenção de voto, essa conexão histórica se consolidou como uma alternativa viável de poder. Para o chefe do Podemos, a engenharia de embarcar na caravana liberal carrega um cálculo de pura inteligência tática: ao entrar de cabeça na campanha de Fagundes, Max chega com o status de principal estrela da composição, ganhando protagonismo imediato, musculatura política e um altíssimo poder de barganha na distribuição de espaços em um futuro secretariado.
Essa posição de destaque absoluto contrasta fortemente com o cenário que aguardaria o parlamentar caso decidisse marchar com outras forças governistas. Interlocutores veteranos pontuam que, se optasse por caminhar ao lado de Jayme Campos ou do projeto encabeçado pelo governador Otaviano Pivetta, Max seria reduzido a apenas mais um líder em meio a um comitê central já saturado de caciques. Ao escolher o palanque do PL, ele se projeta como o principal articulador da Baixada Cuiabana e de polos cruciais em várias regiões de Mato Grosso.
Com as convenções estaduais batendo à porta e o clima de definição tomando conta das executivas municipais, o flagrante de Primavera do Leste acendeu o sinal de alerta máximo nos gabinetes adversários. Enquanto a oposição tenta minimizar o impacto do encontro rotulando-o de mera agenda social, os estrategistas do comitê de Wellington Fagundes já trabalham na montagem da chapa considerando a força política e o tempo de televisão que a legenda de Max traz para a coligação. No xadrez político mato-grossense, as peças estão se movendo de forma cirúrgica e, pelo ritmo das conversas de bastidor, a marcha nupcial dessa nova aliança conservadora deve tocar muito antes do início oficial da campanha nas ruas.
