Parece que o convite de Max Russi foi irrecusável. Alessandra Ferreira, a “xerife” do social em Rondonópolis, está de malas prontas para o Podemos, deixando claro que sua trajetória política agora segue a bússola do presidente da Assembleia Legislativa. A movimentação não é apenas uma troca de legenda; é um aviso sonoro ao grupo do prefeito Zé do Pátio de que as peças estão se reorganizando para 2026. Ao vestir a camisa do partido que mais cresce no estado, Alessandra deixa de ser apenas uma gestora técnica para se consolidar como uma liderança com “voto e voz”.
A ironia desse “passo a passo” partidário é ver como o pragmatismo político vence qualquer apego a antigas siglas. Para Max Russi, a filiação é um gol de placa: ele ganha um nome com capilaridade popular e uma vitrine de resultados no social. Para Alessandra, é um salto em uma composição de chapa onde no “Podemos” seu nome não seja mais do que um nome.
Com essa adesão, o cenário político local ganha um novo contorno de tensão. Alessandra Ferreira no Podemos significa que o grupo de Max Russi agora tem uma “embaixada”. Se a estratégia é cercar para depois avançar, o cerco está se fechando com a competência de quem sabe que, na política mato-grossense, quem não se movimenta acaba virando estátua em praça pública.
