As trabalhadoras e produtoras da agricultura familiar de Mato Grosso terão acesso ampliado a serviços essenciais de proteção e enfrentamento à violência doméstica diretamente em suas comunidades. Por meio de uma cooperação interinstitucional formalizada pelo Estado, a unidade móvel “Van Rosa” e os técnicos do programa SER Família Mulher passam a integrar o calendário oficial dos encontros comunitários rurais, aproximando a estrutura pública das moradoras que vivem em regiões isoladas.
A iniciativa foi oficializada pela Portaria Conjunta nº 167/2026/SEAF/CC/GABMULHER/SETASC, assinada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), a Casa Civil — por intermédio do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres — e a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT). A medida descentraliza o atendimento especializado, historicamente concentrado nas sedes municipais, para mitigar os obstáculos de deslocamento e comunicação enfrentados pelas famílias do campo.
Durante os eventos produtivos e reuniões rurais, as equipes multidisciplinares prestarão orientações sobre direitos fundamentais, atendimento psicossocial, divulgação de canais de socorro e instrução sobre medidas protetivas de urgência. A titular da Seaf-MT, Andreia Fujioka, ressaltou que a autonomia econômica da mulher rural caminha alinhada com a integridade física e a garantia de segurança:
“Quando unimos esforços, conseguimos chegar mais perto das mulheres rurais e levar até elas informações, orientação e acesso às políticas públicas. A agricultura familiar também se fortalece quando as mulheres têm seus direitos respeitados, vivem com segurança e encontram apoio para buscar ajuda. Essa parceria é um passo importante para que nenhuma mulher do campo se sinta sozinha diante de uma situação de violência”, pontuou a secretária.
O isolamento geográfico e a dependência de transporte configuram entraves críticos para que mulheres vítimas de abusos procurem delegacias ou centros de referência nas cidades. Ao incorporar o suporte social e preventivo aos encontros da agricultura familiar, o Estado quebra o silêncio comunitário e fortalece a rede de acolhimento no interior, garantindo que as produtoras rurais conheçam seus direitos e tenham acesso efetivo aos mecanismos legais de proteção.
