A temperatura da corrida eleitoral pelo Palácio Paiaguás subiu com novas declarações contundentes do senador e candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL). Em entrevista recente, o parlamentar liberal resgatou o caso de agressão e violência doméstica envolvendo o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), contra sua ex-esposa, apontando o histórico do adversário como uma contradição diante do discurso oficial de defesa das famílias e dos direitos das mulheres.
Ao abordar os índices alarmantes de feminicídio e violência contra a mulher no estado, Wellington destacou a urgência de uma mudança de postura no comando do Executivo estadual e anunciou como compromisso de seu plano de governo a criação da Secretaria de Estado da Mulher. A proposta prevê uma estrutura autônoma com orçamento próprio, voltada exclusivamente para a articulação de políticas públicas de prevenção, suporte psicológico, acolhimento integral a vítimas e fortalecimento da rede de delegacias especializadas.
A ofensiva de Wellington atinge diretamente o flanco mais vulnerável da imagem pública de Pivetta, explorando o contraste entre a conduta pessoal do adversário e a necessidade de autoridade moral para liderar o combate aos crimes de gênero em Mato Grosso. O candidato do PL criticou a insuficiência das ações da atual gestão no enfrentamento à violência doméstica e sustentou que o Estado precisa de liderança firme e exemplar para proteger as mato-grossenses.
A elevação do tom na reta decisiva da campanha reflete o afunilamento da disputa, em um momento em que as pesquisas de intenção de voto confirmam a possibilidade de segundo turno entre os dois principais concorrentes. Ao pautar a defesa das mulheres e colocar o passado de Pivetta no centro do debate, Wellington busca sensibilizar o eleitorado feminino e marcar um contraponto ético e programático na disputa pelas urnas de outubro.
