A Polícia Federal encerrou as atividades do “escritório de negócios” do ex-deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade). Conhecido nacionalmente pelas suas aparições espalhafatosas, o ex-parlamentar foi preso sob a acusação de intermediar, mediante o recebimento de uma propina de r$ 2 milhões, a fuga de um integrante de peso da facção criminosa Comando Vermelho. O “Wlad”, que já havia perdido o mandato e a imunidade, agora descobriu que a justiça não aceita parcelamento e nem discursos inflamados como garantia.
As investigações detalham que o ex-deputado utilizava sua influência política e seus contatos para articular a soltura ou a facilitação da fuga do traficante, operando como um verdadeiro despachante do crime organizado. O valor milionário da transação, que visava abrir as portas do sistema prisional, foi o rastilho de pólvora que levou os agentes federais até o político. O Solidariedade, partido ao qual Wladimir é filiado, ainda não se manifestou oficialmente sobre a prisão de um de seus ex-expoentes na Câmara Federal.
Com a prisão decretada, Wladimir Costa agora troca os holofotes do Congresso Nacional pela iluminação precária do sistema penitenciário. A operação da PF reforça que, para quem decide vender a ética por r$ 2 milhões, o destino final raramente é o anonimato, mas sim o banco dos réus. Enquanto o Comando Vermelho amarga o prejuízo financeiro e a perda do seu “contato premium”, o ex-deputado terá tempo de sobra para refletir se a tatuagem de presidiário será o seu próximo passo estético.
