A noite de domingo (26) não terminou nada bem para quem tentou misturar o “copo” com o volante na região da Cidade Salmen. Uma megaoperação da Lei Seca, montada estrategicamente na Avenida Presidente Médici, provou que a agilidade das forças integradas de Rondonópolis continua sendo o pior pesadelo dos motoristas “pé de cana”. O balanço da fiscalização foi um verdadeiro festival de autuações: oito condutores foram presos em flagrante por embriaguez ao volante e mais de cem multas foram distribuídas para quem acreditava que a lei não chegaria ao bairro após as 16h.
Com a participação de um exército de órgãos — da Polícia Militar e Civil ao Detran e Polícia Rodoviária Federal —, a blitz não perdoou nem os erros administrativos. Dos 91 veículos abordados, 76 foram autuados, resultando na remoção de 64 automóveis e motocicletas para o pátio. Além dos oito que trocaram a liberdade pelas grades por atingirem o índice criminal no etilômetro, outros 16 motoristas foram enquadrados por dirigir sob efeito de álcool ou simplesmente por se recusarem a soprar o aparelho, apostando na sorte que, desta vez, não apareceu.
O saldo final da operação ainda revelou um cenário de desordem no trânsito local: 23 pessoas foram flagradas dirigindo sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 37 veículos circulavam sem o licenciamento obrigatório. Teve até espaço para um Termo Circunstanciado de Ocorrência por posse de entorpecentes, fechando o “combo” de irregularidades. Para as autoridades, o recado foi dado com clareza matemática; para os infratores, restou a conta salgada das multas e a certeza de que, em Rondonópolis, a tolerância para a imprudência continua sendo rigorosamente zero.
