Gilberto Rodrigues dos Anjos, o pedreiro que chocou o país ao protagonizar a barbárie contra uma mãe e suas três filhas em Sorriso, resolveu que agora é o momento de buscar a “iluminação” através dos estudos e do trabalho. No entanto, o juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, em decisão publicada no último domingo, tratou de colocar os pés do condenado de volta ao chão da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. O magistrado negou o pedido da defesa, deixando claro que a inclusão em programas educacionais ou laborais é uma atribuição exclusiva da administração penitenciária e de suas equipes técnicas, e não uma regalia a ser concedida pelo Judiciário ao bel-prazer do criminoso.

A tentativa de Gilberto em suavizar sua rotina carcerária soa como uma afronta à memória das vítimas de um crime que ainda sangra na alma de Mato Grosso. Condenado a uma pena colossal de 225 anos de reclusão, o assassino agora terá que lidar com o isolamento e o rigor do sistema sem os benefícios que tentou angariar judicialmente. Enquanto a defesa ainda busca brechas para reduzir o tempo de xadrez, a Justiça sinaliza que, para quem cometeu atrocidades de tamanha magnitude, o foco deve ser o cumprimento severo da pena, e não a busca por facilidades que o cotidiano da prisão definitivamente não deve oferecer a quem desprezou a vida humana de forma tão covarde.