O técnico Carlo Ancelotti terá que provar sua fama de gestor de crises nesta quinta-feira (26), quando o Brasil entra no gramado do Gillette Stadium, em Foxborough (EUA), para encarar a França. O amistoso, que deveria ser um ensaio de luxo para a Copa do Mundo de 2026, transformou-se em um desafio de logística médica: a Seleção Brasileira soma oito baixas importantes, incluindo o goleiro Alisson, os laterais Alex Sandro e Danilo, e os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães. Com o setor defensivo operando no “plano B”, restará ao ataque liderado por Vinicius Jr. a missão de compensar os buracos deixados por quem ficou no departamento médico.

Do outro lado, a França de Didier Deschamps também não chega com força total, mas mantém a espinha dorsal que assombra o continente europeu. Mesmo sem Saliba e Koundé, os franceses ostentam um trio ofensivo formado por Olise, Dembélé e Mbappé, este último recuperado de lesão e pronto para testar a agilidade de Ederson e a paciência da zaga brasileira, que deve ter Léo Pereira como novidade no time titular. O confronto é o primeiro entre as duas potências desde 2015 e servirá para Ancelotti avaliar quem, no elenco de suplentes, tem condições de suportar o peso da camisa amarela — ou azul, já que o Brasil estreia hoje seu novo segundo uniforme.

A partida acontece às 17h (horário de Brasília) e será transmitida pela TV Globo, SporTV e ge.globo. Para os torcedores que esperam o entrosamento fino da Era Ancelotti, os fatos sugerem cautela: com tantas peças de reposição atuando juntas pela primeira vez, o “Road to 26” começa com uma subida íngreme diante de uma França que, mesmo em ritmo de treino, não costuma perdoar falhas de posicionamento de defesas remendadas.