O mundo do futebol acompanha com atenção os desdobramentos da investigação da UEFA sobre o incidente entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior. De acordo com informações da imprensa portuguesa — repercutidas pela Folha de S.Paulo —, o atacante do Benfica teria admitido o uso de um termo depreciativo durante a partida de ida da Liga dos Campeões, em Lisboa. No entanto, o clube encarnado agiu rápido para desmentir a notícia, afirmando que a versão publicada é distorcida e que mantém total confiança na integridade de seu atleta.

O caso ganhou contornos dramáticos após o Real Madrid entregar um dossiê com áudios e vídeos à Comissão Disciplinar da UEFA. Segundo relatos de bastidores, a “confissão” de Prestianni seria estratégica: ele teria admitido o uso do termo “maricón” (insulto homofóbico) para tentar se livrar da acusação de racismo (“mono”), alegando que a palavra foi usada no sentido de “chorão”. A manobra, porém, não impediu que a UEFA aplicasse uma suspensão preventiva, tirando o argentino do jogo de volta no Santiago Bernabéu.

O presidente do Benfica, Rui Costa, e o técnico José Mourinho criticaram publicamente a punição antecipada, classificando-a como uma injustiça baseada em interpretações equivocadas. Do outro lado, Vini Jr. utilizou suas redes sociais para reforçar que “nada do que aconteceu é novidade”, recebendo apoio de estrelas como Mbappé. Se a culpa de Prestianni for confirmada, ele enfrenta uma pena mínima de dez jogos, enquanto o Benfica pode sofrer sanções financeiras pesadas e até perda de mando de campo em competições futuras.