O “tribunal da rua” em Peixoto de Azevedo não teve cerimônia e nem direito a defesa para Lucas Souza Gomes, de 17 anos. Imagens de câmeras de segurança, que agora são a peça-chave para a polícia, mostram o momento em que os “anjos da morte” surgem em uma motocicleta e, sem dizer uma única palavra, descarregam o ferro contra o jovem. A frieza dos executores impressiona até quem já está acostumado com a digital da violência na região, provando que o acerto de contas é a moeda corrente no submundo do crime.
A cena de faroeste moderno deixou os moradores em choque, enquanto a dupla de motoqueiros deu “pinote” logo após o serviço sujo. A Polícia Militar isolou o perímetro para que a Politec pudesse recolher as evidências da barbárie, tentando identificar a marca da munição que silenciou o menor. Enquanto os investigadores da Polícia Civil “puxam a capivara” das possíveis motivações, a caça aos suspeitos continua, com a promessa de que, cedo ou tarde, os valentões do gatilho vão trocar a liberdade pela vida de “hóspedes” do estado.
