Acabou o confete e começou o sofrimento internacional. Nesta quarta-feira (18), o futebol brasileiro retoma seu protagonismo continental com as estreias de Bahia e Botafogo na segunda fase preliminar da Copa Libertadores 2026. Os dois clubes entram em campo fora de casa, carregando a responsabilidade de confirmar o favoritismo contra adversários que prometem transformar o fator local em uma verdadeira armadilha. Para os brasileiros, não se trata apenas de técnica, mas de sobrevivência em cenários que envolvem desfalques de peso e altitudes que fazem o pulmão pedir arrego logo no aquecimento.

O Bahia será o primeiro a “debutar” nesta edição, enfrentando o O’Higgins, no Chile, às 19h (horário de Brasília). O time de Rogério Ceni chega para o duelo com um cartão de visitas invejável: está invicto há 11 jogos na temporada. No entanto, o “Esquadrão” viajou desfalcado de seu principal cérebro, Everton Ribeiro, que cumpre suspensão. Sem o capitão, o Tricolor terá que provar que o elenco tem profundidade para superar a pressão em Rancágua e trazer um resultado que permita decidir a classificação com tranquilidade na Arena Fonte Nova.

Já o Botafogo terá uma missão digna de alpinista: encarar o Nacional Potosí, na Bolívia, às 21h30. O desafio não é apenas o adversário, mas os quase 4.000 metros de altitude que costumam transformar o fôlego dos jogadores em artigo de luxo. O técnico Martín Anselmi também lida com uma enfermaria lotada, incluindo a ausência de Danilo, destaque da temporada. A estratégia alvinegra deve ser de “respirar por aparelhos” e tentar um gol salvador para levar a vantagem para o Nilton Santos. Com a “Glória Eterna” no horizonte, os dois clubes sabem que o caminho é longo, mas qualquer tropeço agora pode significar uma quarta-feira de cinzas definitiva para as pretensões internacionais de 2026.