O céu da Penitenciária Regional de Mata Grande, em Rondonópolis, virou palco de um embate entre a tecnologia do crime e a vigilância implacável das forças de segurança. Durante a Operação Escudo Penal, realizada nesta segunda-feira (12), policiais penais conseguiram interceptar e abater drones que tentavam realizar uma “entrega aérea” nada convencional para os detentos. A trama dos criminosos, que buscavam abastecer as alas com aparelhos celulares, carregadores e porções de entorpecentes, foi triturada pela equipe de monitoramento que já estava em alerta máximo para esse tipo de investida.

A ação foi cirúrgica e evitou que o material ilícito chegasse às mãos das lideranças criminosas que tentam manter o controle das ruas de dentro das celas. Os agentes utilizaram equipamentos de bloqueio e táticas de observação para neutralizar os dispositivos antes que eles descessem nos pátios ou raios da unidade. Essa modalidade de “delivery proibido” tem sido fustigada pela direção do presídio, que intensificou o patrulhamento perimetral e investiu em inteligência para blindar a unidade contra a entrada de objetos que alimentam a violência e a comunicação externa da bandidagem.

Após a apreensão dos aparelhos e da carga, o material foi encaminhado para a Polícia Civil para o “serviço” de perícia, que tentará rastrear a origem dos sinais e identificar os pilotos que operavam as máquinas nos arredores da penitenciária. O recado das autoridades foi cortante: a vigilância na Mata Grande está armada com tecnologia de ponta para garantir que nada entre ou saia sem o devido controle. Para quem tentou investir no frete aéreo do crime, o resultado foi um prejuízo financeiro seco e a certeza de que as brechas no sistema estão sendo fechadas com mão de ferro.