A patrulha do Grupo de Apoio (GAP) encerrou o expediente lucrativo de uma comerciante na Área Central após uma tentativa frustrada de “arremesso de peso” criminoso. Ao perceber a aproximação da guarnição em frente ao seu estabelecimento, a proprietária — que aparentemente confundiu o balcão de atendimento com um entreposto do tráfico — tentou se livrar de uma trouxa preta considerável, lançando-a para o interior do local. A manobra desesperada não enganou os militares, que ao recuperarem o pacote, encontraram 10 trouxas de substância análoga à pedra de cocaína e uma porção adicional de pó. A “multitarefa” da suspeita ia além das bebidas: ela foi detida em flagrante dentro do próprio comércio, onde a estrutura para o ilícito estava montada à vista de todos.
A revista minuciosa no interior do bar revelou que a contabilidade do crime estava em dia. Sobre o balcão, os policiais localizaram R$ 417,00 em notas trocadas (o clássico “troco do tráfico”), uma balança de precisão, diversos invólucros do tipo “ziplock” prontos para o acondicionamento e um frasco vermelho contendo mais sete pedras de substância análoga à pasta base de cocaína. Politicamente, operações como esta do GAP reforçam a política de tolerância zero contra os chamados “formigueiros” do tráfico em áreas comerciais, que degradam o centro urbano e afugentam consumidores honestos. Economicamente, o fechamento desses pontos interrompe uma cadeia de pequenos delitos patrimoniais que orbitam em torno do consumo de drogas, reduzindo o custo da insegurança para os lojistas vizinhos.
