A primeira grande fotografia da sucessão estadual em Mato Grosso revela um cenário de consolidação e alerta para os principais nomes da política local. Segundo dados da IPCM Pesquisa divulgados nesta terça-feira (23), o senador Wellington Fagundes (PL) desponta na liderança isolada da corrida ao Governo do Estado, abrindo uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado na modalidade estimulada.
Wellington no topo
Se as eleições fossem hoje, Wellington Fagundes teria 24,4% das intenções de voto. A briga pela segunda vaga em um eventual segundo turno está acirrada entre três nomes de peso:
- Wellington Fagundes (PL): 24,4%
- Jayme Campos (União): 14,3%
- Janaina Riva (MDB): 12,3%
- Otaviano Pivetta (Republicanos): 11,2%
Mais abaixo na tabela, aparecem a médica Natasha Slhessarenko (PSD) com 4,9% e o deputado Max Russi (PSB) com 3,8%. O número de indecisos ainda é alto, atingindo 23% dos entrevistados, o que deixa uma margem considerável para movimentações futuras.
Votos válidos e segundo turno
Quando analisamos apenas os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), a vantagem de Wellington se amplia para 34%. Neste cenário, Jayme Campos (20%) e Janaina Riva (17%) travam um duelo direto para decidir quem enfrentaria o senador no segundo turno. Otaviano Pivetta aparece logo atrás com 16%.
Quem é o mais rejeitado?
Nem tudo são flores para os líderes. A pesquisa IPCM também mensurou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. Curiosamente, os dois nomes que lideram as intenções de voto também encabeçam o índice de rejeição, indicando um teto eleitoral que pode ser perigoso em uma disputa de segundo turno:
- Jayme Campos: 13% de rejeição
- Wellington Fagundes: 12% de rejeição
- Otaviano Pivetta: 11% de rejeição
Já Janaina Riva (2%) e Max Russi (3%) aparecem como os nomes com menor resistência entre os entrevistados.
Um mar de indecisos
Na espontânea — onde o eleitor cita o nome sem ajuda da lista —, a liderança de Wellington cai para 5,6%, seguido de perto por Jayme (5,3%) e Pivetta (4,6%). O dado mais alarmante deste recorte é o número de indecisos (60,1%), revelando que a maioria absoluta da população ainda não está focada no processo eleitoral de 2026.
Dados Técnicos: A pesquisa foi realizada entre 17 e 20 de dezembro de 2025, com 1.200 eleitores em entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
