A sucessão do governador Mauro Mendes (União Brasil) em Mato Grosso entrou em crise aguda. O principal fator de instabilidade é o senador Jayme Campos, que insiste em se lançar pré-candidato ao Governo, mesmo sem o respaldo da cúpula do União Brasil.

A leitura no Palácio Paiaguás é de que a eleição de Otaviano Pivetta – o candidato de Mendes à sucessão – já será uma “batalha dura”, com grande chance de ir para o segundo turno. Se Jayme, com seu peso político em Várzea Grande, decidir pular do barco e rachar o grupo, a chance de vitória do situacionista contra a oposição, liderada pelo bolsonarista Wellington Fagundes (PL), seria drasticamente reduzida.

Para tentar conter o racha, Pivetta chamou Jayme para o diálogo, pressionando-o a recuar do Executivo ou a buscar a reeleição ao Senado. A jogada mais ousada, porém, não está descartada: a hipótese de Pivetta abrir a vaga de vice-governadora na chapa para Lucimar Campos, ex-prefeita várzea-grandense e esposa de Jayme. O aceno visa manter a família Campos no grupo, garantindo a coesão da base e a força eleitoral na Grande Cuiabá para evitar uma vitória da oposição no 1º turno.