A política brasileira foi chacoalhada nas últimas horas pela surpreendente decisão do governo Donald Trump de retirar o Ministro Alexandre de Moraes de qualquer lista de monitoramento ou ameaça de sanções sob a Lei Magnitsky. O ato, que não foi formalmente anunciado com estardalhaço, mas confirmado por fontes diplomáticas em Brasília, é visto como uma guinada de 180 graus na política externa dos Estados Unidos em relação ao Brasil. A Lei Magnitsky permite que os EUA sancionem indivíduos estrangeiros por corrupção e abusos de direitos humanos.

A decisão encerra o ciclo de pressão ideológica que o campo bolsonarista vinha exercendo sobre Washington, na esperança de utilizar o governo Trump para deslegitimar as ações do STF e os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. O gesto do novo governo Trump sinaliza uma opção pelo pragmatismo diplomático e pela estabilidade, reconhecendo a importância das instituições brasileiras e buscando uma relação de trabalho mais sólida com o governo Lula, em detrimento do apoio ideológico à oposição radical.

O Ministro Moraes, que historicamente tem sido o principal alvo das críticas da direita americana, emerge do episódio com um vitória diplomática incontestável. A oposição, que baseava grande parte de sua estratégia de defesa na pressão internacional, vê seu principal trunfo ruir. Nos bastidores, a leitura é que o governo Trump optou por evitar o desgaste de uma crise diplomática formal com o Brasil e está focado em pautas de interesse mútuo, como o agronegócio e a estabilidade regional.