A gestão municipal de Rondonópolis decidiu abrir as portas do planejamento urbano para a participação direta dos cidadãos em uma tentativa de desafogar os gargalos estruturais que travam o trânsito local. A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Setrat), lançou oficialmente uma consulta pública voltada a coletar contribuições, críticas e sugestões da comunidade. O objetivo da plataforma digital é subsidiar a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, um documento estratégico que ditará as diretrizes de investimentos, engenharia viária e transporte para as próximas décadas no município.
O crescimento demográfico acelerado e a expansão de novos loteamentos na periferia de Rondonópolis aumentaram a pressão sobre a malha viária, gerando pontos de lentidão crônica nos horários de pico e elevando os índices de acidentes. Através do formulário eletrônico disponibilizado no portal oficial da prefeitura, qualquer morador pode opinar sobre temas sensíveis do cotidiano, como a qualidade do transporte coletivo, a necessidade de novas ciclovias, a sinalização de cruzamentos perigosos e a acessibilidade para calçadas na área central.
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Para os técnicos em planejamento urbano, a consulta pública é uma ferramenta indispensável para mapear a realidade de quem vivencia os problemas na pele todos os dias. A Setrat destaca que as informações coletadas vão além dos relatórios de engenharia tradicionais, pois revelam as reais prioridades de deslocamento dos trabalhadores e estudantes. A intenção é descentralizar as decisões, garantindo que bairros mais afastados tenham suas demandas de infraestrutura e linhas de ônibus incluídas no plano de metas da administração.
A participação popular ficará aberta por um período determinado, e o Executivo municipal planeja realizar audiências públicas presenciais para debater os dados consolidados com lideranças comunitárias e entidades de classe antes de enviar o projeto final para votação na Câmara de Vereadores. Com a iniciativa, a prefeitura tenta não apenas cumprir uma exigência prevista na legislação federal das cidades, mas também criar um canal de transparência política, dividindo com a população a responsabilidade de desenhar uma cidade mais fluida, segura e sustentável para as futuras gerações.
