O cenário político e a governabilidade na América Latina passaram por um amplo raio-X internacional que redesenhou o mapa de prestígio dos mandatários da região. Uma pesquisa global avaliou o índice de aprovação popular dos principais chefes de Estado latino-americanos, trazendo dados estratégicos sobre a atual correlação de forças no continente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva posicionou-se na sexta colocação no ranking geral, situando-se exatamente no pelotão intermediário e evidenciando a forte polarização que divide o eleitorado brasileiro.
O topo da lista continua sendo liderado de forma isolada por governantes de direita que surfam em ondas de forte apelo popular devido a agendas econômicas liberais e medidas severas na segurança pública. O primeiro lugar ficou com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Direita), cuja política de encarceramento em massa lhe garante índices de aprovação quase unânimes. Ele é seguido de perto pela nova presidente do México, Claudia Sheinbaum (Esquerda), que desponta em segundo lugar impulsionada pelo forte legado de seu antecessor, e por Laura Fernández (Direita), da Costa Rica, que fecha o pódio em terceiro lugar com uma plataforma focada no combate à criminalidade.
Na zona intermediária, o ranking revela o avanço de lideranças moderadas e a consolidação de nomes tradicionais de centro e de direita. Na quarta posição surge Luis Abinader (Centro), da República Dominicana, seguido em quinto lugar por Santiago Peña (Direita), do Paraguai, que se posiciona imediatamente à frente de Lula (Esquerda). O sexto lugar do petista reflete o ambiente de forte disputa ideológica que o presidente enfrenta no Brasil, onde os debates sobre o poder de compra e o equilíbrio fiscal limitam o crescimento de sua popularidade nas bases que decidiram as últimas eleições.
O terço inferior do ranking escancara o desgaste de governos que enfrentam graves crises de governabilidade e o isolamento de regimes ditatoriais. Rodrigo Paz (Centro-direita), que assumiu o comando da Bolívia prometendo reformas de mercado, aparece na sétima colocação, seguido pelo presidente do Chile, José Antonio Kast (Direita), em oitavo, e por Nasry Asfura (Direita), de Honduras, em nono lugar. Na lanterna isolada da desaprovação continental, desponta o regime autoritário de Daniel Ortega (Esquerda), na Nicarágua. O desenho final da pesquisa mostra que, para além das barreiras ideológicas, o eleitorado latino-americano tem cobrado resultados práticos imediatos em segurança e economia.
Veja quem são os 10 líderes mais aprovados da América Latina
1 – Nayib Bukele (El Salvador) – Direita
2 – Claudia Sheinbaum (México) – Esquerda (Do partido Morena, assumiu como sucessora da linha de López Obrador)
3 – Laura Fernández (Costa Rica) – Direita / Conservadora (Eleita com propostas de “mão de ferro” contra o crime)
4 – Luis Abinader (República Dominicana) – Centro / Centro-esquerda (Membro do Partido Revolucionário Moderno, focado em pautas moderadas e combate à corrupção)
5 – Santiago Peña (Paraguai) – Direita (Do tradicional Partido Colorado, de corte econômico liberal e conservador)
6 – Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) – Esquerda
7 – Rodrigo Paz (Bolívia) – Centro-direita (Eleito pelo PDC, quebrou a sequência de quase duas décadas de governos socialistas)
8 – José Antonio Kast (Chile) – Direita / Extrema-direita (Do Partido Republicano, eleito sob forte pauta de segurança baseada no modelo Bukele)
9 – Nasry Asfura (Honduras) – Direita / Conservador (Do Partido Nacional, eleito com forte alinhamento conservador internacional)
10 – Daniel Ortega (Nicarágua) – Esquerda / Autoritário (Líder histórico da Frente Sandinista de Libertação Nacional)
