Rondonópolis se prepara para um evento que muitos já consideravam uma lenda urbana: a inauguração do novo terminal rodoviário no centro da cidade. Marcada para esta quarta-feira, 06 de maio, a entrega da obra é apresentada como a solução definitiva para o caos no embarque e desembarque de passageiros que utilizam o transporte intermunicipal e metropolitano. A estrutura, que passou por um longo processo de revitalização, agora tenta convencer o rondonopolitano de que a espera valeu a pena e que o centro deixará de ser um cenário de improvisos para se tornar um exemplo de logística moderna.

O novo terminal não é apenas um prédio novo, mas uma aposta política alta em um ano de movimentações intensas. A promessa é de um ambiente climatizado, com acessibilidade e segurança — itens que andavam escassos na antiga configuração. Enquanto a fita é cortada e os discursos de eficiência ecoam, o comércio local observa com cautela, esperando que a organização do fluxo realmente traga clientes e não apenas mais fumaça e barulho para a região central. É o momento de ver se a engenharia municipal consegue bater o recorde de utilidade ou se será apenas mais um belo cartão-postal para as redes sociais da gestão.

Com a inauguração, o trânsito no entorno deve passar por novas adaptações, exigindo que o motorista de Rondonópolis tenha a paciência de um monge e o reflexo de um piloto de rali. A expectativa é que, a partir desta quarta, o passageiro não precise mais torcer para o ônibus não quebrar ou para a chuva não entrar no terminal. Se o “brilho” da nova rodoviária será duradouro ou se vai descascar na primeira temporada de poeira do Cerrado, só o tempo — e a manutenção, que costuma ser o calcanhar de Aquiles das obras públicas — dirá.