Fonte: Toko PH/Assessoria de Gabinete

O deputado estadual Max Russi (Podemos) decidiu cortar as asas de quem já o escalava como o “vice dos sonhos” para o próximo pleito estadual. Em um movimento que embaralha as peças no tabuleiro político, o presidente da Casa de Leis afirmou categoricamente que não tem o menor interesse em compor chapas majoritárias nessa função. Para Russi, o projeto agora é outro: transformar o Podemos em uma potência no legislativo, com a meta ousada de eleger ao menos seis parlamentares, provando que o partido tem musculatura própria para ditar o ritmo das negociações, sem precisar aceitar migalhas de poder.

Enquanto os pretendentes ao Palácio Paiaguás — como Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes e Jayme Campos — tentam atrair aliados para suas órbitas, Max Russi mantém uma neutralidade estratégica que beira o desdém. O parlamentar deixou claro que o partido possui quadros, como o empresário Elson Ramos, para eventuais composições, mas que ele próprio prefere a articulação da planície. Ao evitar um “sim” precoce para qualquer lado, Max ganha tempo e valoriza o passe da legenda, sinalizando que quem quiser o apoio do Podemos terá que sentar à mesa com propostas concretas de fortalecimento do grupo, e não apenas com convites para fotos de campanha.

A postura de Russi coloca um freio de arrumação nas especulações e joga a decisão final para o segundo semestre. Com a experiência de quem comanda o orçamento e o ritmo da Assembleia, o deputado sabe que o tempo é seu maior aliado. Ao focar na base e na eleição de deputados, ele garante que, independentemente de quem vencer a corrida pelo governo, terá que passar pelo seu gabinete para governar. O recado para os candidatos a governador foi dado: por enquanto, Max Russi é quem dá as cartas, mas não é ele quem vai segurar a vela na chapa de ninguém.