O rastro de destruição silenciosa deixado pela estiagem severa no Pantanal mato-grossense virou a principal bandeira de mobilização e discurso político nos bastidores do estado. O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), subiu o tom de cobrança técnica ao exigir do poder público a implantação imediata de ações permanentes, preventivas e estruturantes para enfrentar a seca histórica que ameaça o ecossistema. Utilizando como munição um relatório recente e alarmante do MapBiomas — que aponta Cáceres como o segundo município do país que mais perdeu superfície de água —, Wellington emparedou a inércia estatal e cravou que o estado não pode viver refém de medidas meramente emergenciais quando o colapso ambiental já estiver instalado nos municípios pantaneiros.
A engenharia dessa ofensiva ferve nos bastidores do interior, onde o senador tem percorrido bases e liderado discussões científicas e políticas para proteger as atividades econômicas mais afetadas pela crise hídrica, como a pesca, a navegação de calado e a pecuária extensiva. O MapBiomas revelou que, além de Cáceres, outras quatro cidades de Mato Grosso figuram na trágica lista das 15 que mais registraram redução de águas: Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger e Vila Bela da Santíssima Trindade. Para Fagundes, esse diagnóstico técnico é o rastro definitivo de que as mudanças climáticas exigem planejamento continuado, envolvendo a perfuração de poços, recuperação de nascentes de cabeceiras e o fortalecimento de brigadas civis e militares de combate a incêndios florestais.
Nos corredores políticos de Cuiabá e de polos do sul, como Rondonópolis, a postura firme de Wellington no Senado — onde atua como presidente da Subcomissão de Proteção ao Pantanal e autor do projeto do Estatuto do Pantanal — é vista como um belo trabalho de liderança, essencial para pavimentar sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás. O parlamentar tem usado sua musculatura política para garantir que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com a responsabilidade de conservação. O comitê central do PL aposta no recall das suas entregas estruturais, como a viabilização de poços artesianos e saneamento básico no interior, para neutralizar qualquer cortina de fumaça criada por adversários sobre o seu compromisso de preservação.
Aliando a pauta ecológica ao desenvolvimento regional, Wellington — que também preside a Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) — tem liderado a cobrança junto ao DNIT pela dragagem do Tramo Norte do Rio Paraguai e da Baía do Malheiros, em Cáceres. A iniciativa visa destravar gargalos logísticos, garantir a navegabilidade da hidrovia e fortalecer a futura Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Com o bloco partidário fechado e o plano de governo focando de forma viva na segurança hídrica e produtiva, o rastro dessa articulação de Wellington Fagundes consolida o senador como a voz mais firme na defesa das riquezas naturais e na infraestrutura de Mato Grosso, preparando o terreno para uma caminhada consolidada rumo às urnas.
