O comando político de Rondonópolis elevou o tom das críticas ao passado recente para consolidar uma nova narrativa de desenvolvimento econômico na região Sul do estado. Durante o 8º Café da Indústria, evento que reuniu a cúpula empresarial da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), o prefeito Cláudio Ferreira (PL) afirmou de forma categórica que o setor industrial do município enfrentou dez anos consecutivos de estagnação crônica. Segundo o gestor, o travamento dos investimentos privados na última década ocorreu por conta da arrogância institucional e da total falta de diálogo por parte dos antigos mandatários que ocuparam o Palácio Cidadania.
O desabafo de Cláudio Ferreira diante de grandes investidores locais serviu de trampolim para apresentar a virada de chave implementada por sua administração, focada em reverter o cenário de paralisia. O prefeito sustentou que a atração de novas indústrias e a retenção de grandes plantas de esmagamento dependem do respeito mútuo entre o poder público e as entidades produtivas. Para o atual governo, as ações de fomento econômico ganharam tração com medidas agressivas de desburocratização, simplificação tributária e digitalização de serviços — estratégias desenhadas para facilitar a abertura de empresas e aproximar os tomadores de decisão da máquina municipal.
Além do alinhamento político com a classe empresarial, o plano de reindustrialização do município apoia-se em um pacote agressivo de obras de infraestrutura que tenta consolidar a cidade como o principal hub logístico do interior do país. O prefeito destacou o início dos trabalhos de duplicação do rodoanel, além do avanço no projeto do viaduto sobre o Trevão da BR-163/364. A região concentra o maior parque fabril do município e o terminal ferroviário de cargas, pontos nevrálgicos para o escoamento de grãos, carnes e farelos destinados à exportação. O objetivo das obras é otimizar o fluxo de carretas e reduzir o custo operacional das transportadoras.
A nova postura adotada pelo Executivo municipal colhe os primeiros frutos na geração de empregos, com Rondonópolis figurando como o segundo maior gerador de postos de trabalho formais do estado. Lideranças do Sistema Fiemt avaliam positivamente o canal permanente de comunicação aberto pelo prefeito, pontuando que a previsibilidade jurídica e o investimento em mobilidade urbana dão o estofo técnico que as multinacionais procuram antes de instalar novas plantas industriais. Ao contrapor as carências estruturais do passado com o cronograma de entregas atual, Cláudio Ferreira tenta pavimentar o caminho para transformar o município na maior potência industrial de Mato Grosso, deixando para trás os anos de isolamento institucional.
