Após o escândalo nacional envolvendo o Banco Master ganhara um capítulo de puro constrangimento ao ex-governador Mauro Mendes o ex-governador do RJ, Cláudio Castro fez um recuo estratégico. Após ver o seu nome e o de seus aliados jogados no centro de uma investigação contundente da Polícia Federal, Cláudio Castro (PL), decidiu amarelar. Castro assinou uma declaração oficial, enviada diretamente ao escritório de advocacia que defende o ex-governor de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), na qual volta atrás de suas próprias afirmações anteriores e alega agora “não se lembrar” da presença do político mato-grossense no luxuoso banquete pago pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro.

O recuo de Cláudio Castro cria uma cortina de fumaça jurídica que salva a pele de Mauro Mendes. Inicialmente, a informação de que Mendes havia participado do banquete nababesco em Nova York, inteiramente financiado por Vorcaro — apontado pela PF como operador do maior esquema de corrupção e lavagem de dinheiro recente do país —, caiu como uma bomba na política de Mato Grosso. Ao formalizar por escrito que não tem registro da presença do aliado no evento privado, o mandatário fluminense desmonta o principal elo que ligava o ex-governador de Mato Grosso ao operador do Banco Master.

A reviravolta nas declarações, no entanto, não deve apagar a gravidade dos fatos revelados pelo portal Metrópoles e pela Polícia Federal, que mapearam uma linha do tempo cronologicamente devastadora. As investigações apontam que o governo de Mato Grosso concedeu o credenciamento oficial para o Banco Master operar na máquina pública e abocanhar os empréstimos consignados dos servidores estaduais pouquíssimos dias após a realização do jantar de luxo nos Estados Unidos.

Nos bastidores políticos de Cuiabá, a assinatura do documento por Cláudio Castro é vista como um salvo conduto, mas que para alguns analistas não convence ao eleitorado. Com o documento assinado por Castro a equipe da pré-campanha ao Senado de Mauro Mendes, espera reverter o fato que pode atrapalhar a campanha do líder na inteção de votos.