O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, entrou em campo para colocar ordem na casa e definir o tom da marcha para as eleições de 2026 no estado. Em um movimento que exige “paciência” dos aliados, o dirigente alinhou a vinda do senador Flávio Bolsonaro para reforçar o palanque mato-grossense, unindo as pontas entre as pré-candidaturas do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado e do deputado federal José Medeiros ao Senado.
A estratégia de Valdemar visa evitar que antecipações de campanha gerem rachas precoces na base conservadora. Ao “bancar” a harmonia entre os nomes, o dirigente sinaliza que Mato Grosso é prioridade absoluta no tabuleiro nacional, servindo como laboratório para a dobradinha entre a força do agronegócio — representada por Wellington — e a militância bolsonarista raiz — personificada por Medeiros. O pedido de cautela de Valdemar soa como um recado direto aos que tentam “furar a fila” das definições internas do partido.
A inclusão de Flávio Bolsonaro no cenário local é vista como o “trunfo” para nacionalizar o debate e garantir que o palanque de Mato Grosso seja uma vitrine ideológica. Para os articuladores políticos, a missão de Valdemar agora é garantir que o “calor” das negociações não derreta o arco de alianças antes das convenções oficiais. Enquanto o cacique pede tempo, o grupo começa a desenhar uma estrutura de campanha que promete ser uma das mais robustas da história recente do estado, mirando o controle total das cadeiras majoritárias em outubro.
