O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho, deu uma “freada” nas expectativas de quem acredita que a sucessão estadual será um processo de transferência automática de popularidade. Em análise sobre o cenário para as eleições de outubro, Botelho afirmou que Otaviano Pivetta corre o risco de “patinar” na campanha caso foque sua estratégia apenas em “colar” sua imagem à do ex-governador Mauro Mendes, sem apresentar um brilho e uma marca próprios que convençam o eleitorado.

Para Botelho, o eleitor busca mais do que um sucessor por indicação; busca um líder com propostas e carisma independentes. O chefe do Legislativo ressaltou que, embora o legado de Mendes seja um ativo valioso, ele não substitui a necessidade de Pivetta consolidar sua própria base e narrativa política. A análise sugere que o grupo governista precisará de mais do que continuidade administrativa para vencer o pleito, exigindo que o herdeiro político mostre a que veio além da sombra do atual padrinho político.

O comentário de Botelho expõe os desafios de articulação dentro do arco de alianças que planeja a manutenção do poder em Mato Grosso. Enquanto Pivetta tenta se consolidar como o nome natural da sucessão, lideranças do setor sinalizam que o caminho para o Palácio Paiaguás exigirá que o candidato saia da zona de conforto e conquiste os votos por méritos próprios. O aviso está dado: no xadrez de 2026, quem vive de luz emprestada pode acabar no escuro antes mesmo do fechamento das urnas.