Os procuradores do Estado de Mato Grosso ocuparam a tribuna da Assembleia Legislativa para desarticular as recentes acusações de irregularidade disseminadas pelo ex-procurador Pedro Taques a respeito do acordo firmado com a empresa de telecomunicações Oi. Durante a audiência, foram apresentadas provas documentais, incluindo uma certidão do Supremo Tribunal Federal (STF), que atestam a plena vigência dos prazos processuais, rebatendo a tese de que o Estado teria efetuado pagamentos sobre um processo já prescrito. A defesa institucional da Procuradoria Geral do Estado (PGE) enfatizou que a homologação judicial seguiu todos os ritos legais, servindo para estancar uma dívida que se aproximava dos R$ 598 milhões e que, após a conciliação, foi reduzida para R$ 308 milhões, garantindo uma preservação significativa do erário estadual.

O procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, detalhou que a dívida tem origem em uma cobrança de imposto considerada indevida pelo STF, o que obrigava o Estado a devolver valores que já haviam sido sacados judicialmente em gestões anteriores. De acordo com a explicação técnica, a estratégia da PGE evitou o regime de precatórios e, principalmente, o bloqueio imediato das contas públicas, que ocorreria em valores muito superiores caso o acordo não fosse concretizado. A validação de todo o procedimento pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso reforça a legitimidade da atuação dos procuradores, que classificaram as investidas de Taques como inverídicas e desprovidas de fundamentação jurídica, reafirmando que a prioridade da gestão foi garantir a segurança institucional e a estabilidade financeira de Mato Grosso diante de passivos herdados.