O domingo (18) em Cáceres não foi para amadores e terminou com o “serviço” completo da Polícia Militar. Após a execução covarde do adolescente Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos — que foi fuzilado com dois tiros na cabeça na porta de um mercado —, um dos supostos envolvidos no crime resolveu que era uma excelente estratégia peitar a Força Tática. O menor infrator, de apenas 17 anos, já estava sendo caçado pela polícia e, ao ser encurralado, preferiu sacar uma arma em vez de se render. O resultado foi o esperado: o “valente” do gatilho levou a pior no confronto e trocou a liberdade por uma gaveta no necrotério.

A trama de violência começou logo cedo, quando Gabriel foi morto à queima-roupa, deixando a cidade em choque. A PM não perdeu tempo e iniciou uma varredura para localizar os autores, chegando até o esconderijo do suspeito. Em vez de admitir o erro e entregar o ferro, o jovem de 17 anos decidiu testar a pontaria dos militares. O recado foi cortante e imediato: a polícia respondeu à altura da agressão, neutralizando o elemento que achava que mandava no pedaço. O “serviço” de socorro chegou a ser acionado, mas o rapaz já estava pronto para a viagem sem volta, encerrando sua curtíssima carreira no crime com o selo de letalidade da PM.

Com a morte do suspeito, a polícia agora trabalha para identificar os outros comparsas que participaram da execução de Gabriel Alisson. O episódio de domingo (18) deixa claro que, em Vera, quem tenta ditar as regras na bala acaba sendo alvo da própria munição. Enquanto a perícia da Politec recolhia os estilhaços e a arma do confronto, a população via mais um capítulo da guerra entre facções e polícia ser escrito com sangue e pólvora, provando que o crime, além de não compensar, tem um custo altíssimo para quem resolve desafiar o Estado.