A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, partiu para o ataque contra o Banco Master e outras sete entidades financeiras. O motivo é uma investigação profunda sobre irregularidades no mercado de empréstimos consignados, onde foram detectadas práticas de contratações fraudulentas e descontos em folha de pagamento sem a autorização de aposentados e pensionistas do INSS. A profundidade da crise se revela no volume de queixas: as instituições agora respondem a processos administrativos que podem culminar em multas superiores a R$ 13 milhões para cada empresa, além da proibição de ofertar novos produtos de crédito.

O impacto econômico dessa medida atinge diretamente a estratégia de crescimento do Banco Master, que já vinha sob os holofotes após a liquidação da Will Financeira pelo Banco Central. Politicamente, a ação da Senacon tenta estancar o “vazamento” de renda de idosos vulneráveis, que se tornaram alvos de assédio comercial agressivo. Além do Master, nomes como Facta Financeira, Amigo Promotora e Cetelem estão na mira.