A esperança de milhares de servidores públicos estaduais de Mato Grosso sofreu um golpe mortal nesta segunda-feira (12). O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco, foi taxativo ao afirmar que não vê qualquer chance de o Estado pagar a Recomposição Geral Anual (RGA) neste momento. A declaração, que funciona como um verdadeiro balde de água fria, asfixia as expectativas das categorias que contavam com a reposição da inflação para equilibrar o orçamento doméstico. Segundo o parlamentar, a margem financeira do Palácio Paiaguás está no limite e qualquer movimento imprudente poderia atropelar o equilíbrio das contas públicas defendido pelo governador Mauro Mendes.
Dilmar Dal Bosco pontuou que a responsabilidade fiscal é o norte absoluto da atual gestão e que o governo não fará promessas que não possa cumprir, mesmo diante da pressão crescente que emana dos sindicatos. A trama em torno da RGA tem sido um dos temas mais sensíveis da política mato-grossense, gerando um embate direto entre a necessidade de valorização do funcionalismo e a rigidez do caixa estadual. Para o líder governista, o cenário econômico exige cautela extrema e a prioridade é manter os investimentos estruturantes e o pagamento dos salários rigorosamente em dia, sem criar passivos que possam comprometer o futuro de Mato Grosso.
Com essa postura impactante, o governo envia um sinal claro de que não haverá flexibilização nas negociações salariais no curto prazo. A negativa da RGA deve incendiar os debates nas galerias da Assembleia Legislativa nos próximos dias, à medida que os representantes das categorias começam a articular novas frentes de pressão contra o Executivo. Enquanto o governo se blinda com números e planilhas, os servidores enfrentam a dura realidade de um reajuste zero, reforçando a percepção de que a conta do ajuste fiscal continua sendo dividida de forma desigual no asfalto da capital.
