Mato Grosso está se destacando na ressocialização de pessoas privadas de liberdade, com 4.062 detentos atualmente engajados em atividades laborais, tanto dentro das unidades prisionais quanto em trabalhos externos. O número inclui homens e mulheres dos regimes fechado e semiaberto, conforme estabelece a Lei de Execução Penal.
Do total, 2.200 presos atuam em atividades remuneradas fora dos muros, trabalhando em órgãos públicos estaduais e municipais, além da iniciativa privada. Esses contratos de trabalho externo são intermediados pela Fundação Nova Chance (Funac), autarquia estadual que facilita a reinserção social e profissional de presos e egressos.
O secretário de Justiça de Mato Grosso, Vitor Hugo Bruzulato, enfatizou que o investimento em trabalho e qualificação profissional é o caminho mais eficaz para a reinserção e a redução da reincidência criminal. “O trabalho e o estudo dentro do sistema prisional não são apenas uma forma de ocupar o tempo da pessoa presa, mas sim pilares que colaboram com a dignidade e oferecem perspectivas reais de futuro”, explicou.
Mato Grosso é um dos estados com leis que incentivam a contratação de mão de obra carcerária, como o Programa Vida Nova, que prevê a concessão de espaços públicos para o emprego de reeducandos.
Trabalho Interno e Qualificação
Dentro das unidades prisionais, 1.862 presos trabalham em 36 tipos diferentes de postos, que incluem marcenarias, padarias-escola, horticultura e serralherias. A Penitenciária de Rondonópolis, por exemplo, conta com uma padaria-escola que oferece cursos profissionalizantes em parceria com o Senac-MT, preparando os reeducandos para o mercado de trabalho formal e contribuindo para o resgate da autoestima.
