A Prefeitura de Rondonópolis marcou para o dia 15 de setembro a abertura da licitação que contratará uma empresa especializada para revisar o Plano de Mobilidade Urbana da cidade. O valor estimado da contratação é de R$ 1.907.133,67, com prazo de execução de um ano.
Segundo o termo de referência do edital, a revisão é necessária porque o plano atual já não acompanha as transformações recentes do município, como o crescimento territorial desordenado, o aumento da frota de veículos e a crescente complexidade nos deslocamentos urbanos. Esses fatores tornaram o planejamento vigente defasado e pouco eficaz diante dos desafios enfrentados pela população.
A empresa que vencer o certame será responsável por elaborar um plano estratégico com visão de longo prazo — um horizonte de 10 anos — que promova um sistema de mobilidade mais eficiente, sustentável, inclusivo e seguro. Para isso, deverão ser realizados diagnósticos técnicos detalhados, análise de dados de tráfego, modelagem de cenários futuros e estudos de impacto socioambiental.
Além da parte técnica, o projeto deverá envolver a população por meio de processos participativos e contemplar soluções que ajudem a reduzir congestionamentos, melhorar o transporte público e estimular o uso de meios de transporte não motorizados, como bicicletas e caminhadas.
Entre as ações previstas no plano estão a criação de corredores exclusivos para ônibus, instalação de semáforos inteligentes, modernização da frota de transporte coletivo, expansão de linhas e integração entre modais. Também estão incluídas medidas de acessibilidade, infraestrutura para ciclistas e pedestres, além da implantação de redutores de velocidade e outras intervenções de segurança viária.
A prefeitura argumenta que, embora conte com engenheiros e arquitetos em seu quadro funcional, a falta de experiência específica em planejamento de mobilidade urbana impede a realização do plano de forma interna, sem comprometer sua qualidade. O documento ainda destaca que a contratação de uma empresa especializada garantirá o uso de tecnologias como softwares de modelagem de tráfego e sistemas de informação geográfica (SIG), fundamentais para diagnósticos precisos.
Outro ponto citado é a importância da visão externa trazida por uma consultoria técnica, que pode oferecer soluções inovadoras e isentas, ajudando a superar limitações do planejamento atual e promover o desenvolvimento urbano integrado.
