Mato Grosso registrou 49 mortes por afogamento entre janeiro e junho de 2025, conforme dados oficiais do Corpo de Bombeiros Militar (CBM). O número representa uma redução de 23% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 64 ocorrências no estado.
Apesar da queda, o volume dos casos ainda preocupa e acende alertas, especialmente durante o verão, férias e feriados prolongados, períodos em que as pessoas buscam mais contato com rios, cachoeiras e represas.
“É comum observarmos esse aumento no primeiro semestre, quando tem mais pessoas em locais de lazer aquático. Isso se intensifica durante as férias, feriados prolongados e o calor típico do período”, explica o major Felipe Mançano Saboia, diretor-adjunto da Diretoria Operacional do CBMMT.
Rondonópolis lidera em número de afogamentos
A cidade de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, lidera o número de afogamentos em 2025, com 12 registros até junho, sendo 7 somente em janeiro. A concentração no início do ano reforça a relação direta entre as tragédias e o aumento da circulação em regiões de lazer como rios e cachoeiras.
Outros municípios também aparecem com números preocupantes, sendo: Sorriso com 6 casos, Cáceres com 5 casos, e Cuiabá com 4 casos.
De acordo com os Bombeiros, os fatores que mais influenciam esses números são o clima quente, o aumento da movimentação em locais sem infraestrutura adequada e a falta de atenção às medidas básicas de segurança.
“É comum observarmos um aumento nas ocorrências de afogamento durante o primeiro semestre, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro. Esse crescimento pode estar associado ao período de férias, festas e à intensificação do fluxo de pessoas em áreas de recreação aquática”, explicou o major Felipe Mançano Saboia, diretor-adjunto da Diretoria Operacional do CBMMT.
Orientações salvam vidas
Mesmo com a redução nos índices, o Corpo de Bombeiros reforça orientações simples que podem evitar tragédias. O foco está em ampliar a consciência, principalmente durante os períodos de maior procura por lazer.
“Evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes e durante o banho, não entrar em locais desconhecidos ou com baixa visibilidade, e sempre dar preferência a áreas com guarda-vidas. Com as crianças, o cuidado precisa ser redobrado, elas nunca devem ficar sozinhas na água, é importante que estejam sempre ao alcance de um braço dos pais ou responsáveis. E, em atividades náuticas ou em locais com correnteza, o uso de colete salva-vidas é fundamental”, destacou o major Felipe Mançano Saboia, do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso.
