“O Agente Secreto” foi um filme “extremamente duro e difícil” de fazer, mas uma “experiência muito feliz com os atores”, afirmou à AFP o cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, que disputa a Palma de Ouro em Cannes.
O diretor se disse “impressionado” com a boa acolhida que o festival deu ao seu último filme, um eletrizante suspense político e policial, ovacionado em sua estreia, neste domingo (18).
O longa, com 2h40 de duração, ambientado nos anos 1970, conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
É curioso porque cada filme traz novas reações. Eu acho que todos os filmes foram muito difíceis de fazer, foram muito ambiciosos. “Bacurau” foi um grande desafio, especialmente para curar fisicamente os esforços da produção.
“O Agente Secreto” foi extremamente duro e difícil, mas também foi uma experiência muito feliz com os atores. É um filme muito pessoal. Eu estou muito, muito feliz e um pouco impressionado com a recepção.
