A “viagem sem volta” dos quatro faccionados que decidiram trocar tiros com a Força Tática e a Inteligência da PM em Rondonópolis não foi obra do acaso, mas o desfecho previsível para quem fez da brutalidade o seu ganha-pão. A turma, que operava em um verdadeiro “escritório do crime”, não estava para brincadeira: no local do embate, os policiais apreenderam um arsenal digno de zona de guerra, com dois fuzis Colt calibre 5,56, uma pistola .380 e três revólveres, além de uma “montanha” de 250 munições intactas. Os “valentões” tentaram furar o cerco na bala, mas descobriram da pior forma que o tribunal do crime não tem jurisdição quando a elite da polícia entra em cena para colocar ordem na casa, transformando o plano de fuga em um encontro definitivo com o IML.

O levantamento das fichas criminais mostra que o grupo era formado por especialistas em espalhar o terror. Um dos elementos acumulava roubos em série e tráfico por diversas cidades de Mato Grosso, como Sinop e Nova Mutum, enquanto outro já tinha “exportado” sua maldade até para o Rio Grande do Sul, onde respondia por homicídio doloso em 2024. O terceiro integrante era um velho conhecido em Rondonópolis por tortura e lesão corporal, e o quarto completava o time com registros por corrupção de menores e perturbação. Com o fim da linha para os faccionados e o confisco das armas e tabletes de maconha, a casa caiu definitivamente para quem acreditava ser intocável, provando que o currículo do crime só garante uma vaga no necrotério quando cruza o caminho da Força Tática.