A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis provou que, para o crime organizado, não existe limite geográfico nem respeito à cultura alheia. Em uma operação deflagrada nesta semana, os agentes desmantelaram um verdadeiro “centro de treinamento” de uma facção criminosa que havia se instalado dentro de uma aldeia indígena na região. O local, que deveria ser de preservação e paz, estava sendo usado como escola de aperfeiçoamento para práticas ilícitas e abrigo para membros do grupo.
Imagens da operação revelam que os criminosos montaram uma estrutura rústica, porém funcional, para instruir novos integrantes e planejar ataques na zona urbana e rural de Rondonópolis. A audácia de utilizar o território indígena como escudo — na tentativa de dificultar o acesso das forças de segurança — não foi suficiente para despistar a inteligência da Polícia Civil. Durante a incursão, o “currículo” dos suspeitos foi devidamente encerrado com a apreensão de materiais e a desarticulação do acampamento.
A investigação agora busca identificar quais lideranças facilitaram a entrada do bando na aldeia e se houve cooptação de moradores locais. Para a DERF, a ação serve como um recado claro: nem mesmo o isolamento das matas servirá de esconderijo para quem tenta profissionalizar o crime em Mato Grosso. O vídeo da operação, que já circula nos bastidores, mostra que o “diploma” entregue aos faccionados na data de hoje foi o de prisão em flagrante.
