Um estudo técnico intitulado “Indicadores Brasileiros sobre Fiscalização de Velocidade” desmentiu a tese da existência de uma “indústria da multa” no país, apontando que o cenário real é de uma “indústria da infração” causada pelo desrespeito às leis. O trabalho, desenvolvido pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Abeetrans, utilizou dados do Inmetro para demonstrar que a presença de radares induz a redução da velocidade e a queda no número de óbitos. A análise comprovou que, em locais com monitoramento ativo, o volume de autuações por equipamento é menor, o que reforça o papel preventivo e educativo dos dispositivos em vez de um objetivo arrecadatório.
Os dados detalham que os radares estão distribuídos de forma equilibrada entre vias urbanas e rodovias, sendo a maioria composta por equipamentos fixos que monitoram o comportamento dos motoristas. O relatório destaca ainda que, por determinação legal, os recursos obtidos com as multas devem ser integralmente reinvestidos em sinalização, engenharia de tráfego e programas de educação para a população. O levantamento conclui que a fiscalização eletrônica funciona como uma ferramenta de segurança que garante a obediência às normas de trânsito, reduzindo drasticamente os índices de acidentes graves em todo o território nacional através do monitoramento técnico e constante.
