O Rio de Janeiro continua sendo o palco de uma barbárie que não tira férias. Neste domingo (11), o entorno do Maracanã, templo do futebol, virou cenário de um crime visceral que ceifou a vida de um policial civil. O agente, que deveria estar apenas circulando pelo asfalto carioca, foi atropelado pela audácia de criminosos que decidiram que a vida de um homem da lei vale menos do que um par de pertences. As imagens do flagrante são de embrulhar o estômago e mostram a frieza de quem não tem nada a perder.

Na trama sangrenta capturada pelas câmeras, o policial é abordado pelos bandidos em uma tentativa de assalto que durou poucos segundos, mas deixou um rastro de destruição permanente. Ao perceberem que a vítima era um policial, os criminosos não hesitaram: abriram fogo de forma covarde e impactante, garantindo que o agente não tivesse qualquer chance de reação. Após o serviço sujo, os “valentões” deram linha na pipa, desaparecendo nas ruelas da região e deixando para trás mais uma família destroçada e uma corporação em luto.

A conta da violência no Rio de Janeiro não para de subir e as autoridades parecem estar enxugando gelo enquanto a criminalidade asfixia o cidadão. A polícia agora realiza um cerco na tentativa de localizar os autores do massacre, mas o estrago já foi feito. O policial civil vira mais um número nas estatísticas de um estado que sangra a céu aberto. Enquanto os assassinos seguem soltos, a população se pergunta quem será o próximo a ser engolido por essa engrenagem de morte que tomou conta da Cidade Maravilhosa.

Agora, o desafio é colocar esses “artistas” do crime atrás das grades, no lugar que nunca deveriam ter saído: o xilindró. Se o sistema permitir, é claro.